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Chegou o momento de comprar o seu tão sonhado automóvel mas, naturalmente, assim como a ansiedade vem também a dúvida: “devo investir em um carro nacional ou posso optar pelo importado?”.

No post de hoje vamos tentar esclarecer de forma bem objetiva quais são as principais diferenças de um importado para um nacional, e se vale a pena investir seu dinheiro nessas novas marcas que chegam ao mercado. Confira!

Pé na estrada, como roda o importado

Na metade do ano de 1990, chegava ao Brasil o primeiro carro importado, era um BMW 520i que fez a cabeça de muita gente na época. De lá para cá muita coisa mudou, tanto para o mercado do Brasil quanto o de fora do país.

Devemos lembrar que cada país vive uma realidade social, política e econômica e isso interfere diretamente nos produtos ali produzidos, com os carros não é diferente. A gente sabe que no Brasil as estradas podem ser muito traiçoeiras e isso influencia em vários aspectos do veículo, como os pneus, geometria e balanceamento.

#1 Os pneus: buracos, pedras soltas e rachaduras, assim são as estradas brasileiras. Nessas condições um pneu de perfil baixo (apreciado especialmente em carros esportivos e comum no mercado internacional pois dão maior controle em altas velocidades), não é uma boa ideia por aqui, pois as chances de rasgarem, furarem e estourarem são muito grandes, além de comprometer a geometria do automóvel. Para isso pneus de perfil alto são a melhor opção, absorvendo impactos e rodando bem por terrenos em más condições.

#2 A suspensão: o mesmo fator afeta também a suspensão, uma vez que ela absorve toda a irregularidade do solo e ajuda a manter o conforto e estabilidade do veículo. Em geral nas cidades mesmo carros com suspensão baixa podem não sofrer tanto com as imperfeições, uma vez que o asfalto tende a ser mais conservado e a velocidade se mantém baixa. Muitas importadoras “abrasileiraram” seus modelos com uma carroceria mais alta do que nos modelos originais, para aguentar o tranco e aumentar a durabilidade do automóvel.

#3 A gasolina: a gasolina brasileira tem mistura com álcool, o que difere da gasolina de outros países. Isso faz com que um importado no Brasil necessite de mais gasolina, além de uma maior troca e manutenção das mangueiras, bomba de combustível e bico injetor, uma vez que o álcool é mais corrosivo. Isso faz com que cada vez mais as empresas adaptem o sistema de combustível e suas peças para a gasolina com alcool que temos aqui no país.

#4 O motor: o Brasil é um país quente, especialmente se comparado aos países europeus. É comum que o motor esquente mais aqui do que esquenta por lá, por isso várias importadoras ajustam o sistema de resfriamento para que comece antes da temperatura comum e termine algum tempo depois do programado.

Na hora de comprar seu carro verifique se os modelos têm essas pequenas mudanças, especialmente se o seu interesse é o de adquirir um carro para viagens.

Muito mais conforto e segurança no interior

Enquanto que no Brasil os airbags passaram a ser item obrigatório apenas em 2014, os carros importados já contavam com esses itens de segurança à muito tempo. Além disso sempre foi comum encontrar cintos de segurança de três pontos nestes modelos, uma vez que são obrigatórios há muito tempo no exterior.

No Brasil o DETRAN estipulou que até 2020 todos os novos automóveis fabricados precisam de cinto de segurança de três pontos e encosto para a cabeça.

Outro aspecto que não podemos deixar passar são os itens de fábrica que encontramos nesses modelos; enquanto que para carros de fabricação nacional um ar-condicionado acrescenta em torno de 2 à 4 mil reais no valor, em 99% dos importados esse item é de série: podemos vê-los em modelos acessíveis que vão até 40 mil reais, como nos da Lifan, SsangYong, Kia e Chery.

Isso sem contar com itens como GPS, trio elétrico, sistema de iluminação LED, acabamentos estilizados, entre outros exemplos disponíveis em série que custam caro aqui em solo brasileiro.

Manutenção e seguro

Outro ponto que deve ser pesquisado com antecedência é a manutenção do veículo. Como de costume você consegue encontrar todas as concessionárias, mecânicas e assistências autorizadas nos sites das marcas de automóvel.

Em si você não terá problemas em encontrar ajuda quando necessário para reparos e problemas mecânicos mais comuns, o maior problema são as peças para a reposição dessas manutenções.

Há alguns anos quando seu importado precisasse de uma peça nova, tal como um parachoque, lanternas, etc, consegui-las era extremamente difícil e levava meses. Hoje esse processo está mais fácil justamente pelo surgimento das lojas de e-commerce, que dispões peças originais à pronta entrega e sob encomenda.

O que isso muda? Muda tudo!

Da facilidade em se conseguir tal peça que faltava até o seguro com um valor mais camarada, uma vez que se surgir algum problema ele será corrigido mais facilmente, e por preços mais acessíveis também.

A tendência é a de que com mais peças disponíveis, mais assistências se especializando e com a colaboração de seguradores, essa situação melhore, tanto para as marcas importadas já presentes no mercado quanto para as que entram nele agora, estimulando as novidades e investimento por aqui.

E aí, qual é a maior dificuldade que você ou percebe na hora de adquirir um carro importado?